JÚRI 2026 - PROJETOS DE COMPOSIÇÃO MUSICAL
Conheça o júri encarregado de selecionar os compositores de bandas sonoras para cinema para a CASA CINE 2026!
2/27/2026
Conheça o júri responsável pela seleção dos compositores de bandas sonoras para a CASA CINE 2026
O painel reúne profissionais reconhecidos, provenientes de diversas áreas, responsáveis pela seleção dos compositores de música para cinema para a próxima residência CASA CINE. Da música clássica e orquestral às músicas do mundo, passando pelo rock e pela música eletrónica, o júri de compositores reflete a diversidade do panorama musical atual.
O seu conhecimento, experiência e instintos serão indispensáveis no reconhecimento e apoio a estas vozes artísticas emergentes. Um grande obrigado pelo seu empenho e pelos seus ouvidos apurados!
Delphine Mantoulet
Delphine Mantoulet é compositora de música para cinema e produtora. Pianista de formação clássica, interessa-se principalmente pela música rock e eletrónica. Começou a sua carreira como produtora em Londres, na Swan Island Music, uma editora discográfica eletrónica underground, antes de se juntar à Warner Bros Music Studio em Paris e, posteriormente, à Naïve Records.
Foi quando conheceu o realizador Tony Gatlif no filme Exils, em 2004, que começou a sua carreira como compositora e se apaixonou pelas músicas do mundo e pela música para cinema. Foi o início de uma parceria artística singular e fértil. Seguiram-se várias colaborações artísticas nos filmes de Tony Gatlif: Transylvania, Liberdade, Indignados e Geronimo. Foi nomeada duas vezes para o César na categoria de Melhor Banda Sonora Original (Exils, 2004; Liberdade, 2009) e recebeu inúmeras distinções, entre as quais o prémio de Melhor Banda Sonora Original pela canção Les Bohémiens, interpretada por Catherine Ringer no filme Liberdade, atribuído pela Chambre Syndicale de l'Édition Musicale.
Delphine Mantoulet também compôs a música do espetáculo em homenagem a Claude Ponti, Lala Bidoum, no qual recria o imaginário dos contos oníricos e fantásticos do autor. Mais tarde, assinou a música original do documentário Des Îles et Des Joueurs, de Philippe Moreau, e de uma série de 30 episódios de Rita Elquessar. Reencontra Tony Gatlif e compõe, entre flamenco, rock e música cigana, ao lado de Karoline Rose Sun, Nicolas Reyes e Manero, a banda sonora do filme Tom Medina, que estreou na seleção oficial do Festival de Cannes em 2021. No mesmo ano, é nomeada Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres.
É convidada a compor a banda sonora do filme de Asli Özarslan, Elbow, apresentado em 2024 em estreia na Berlinale e no Festival Music & Cinema de Marselha, onde Delphine Mantoulet ganha o Grand Prix de la meilleure musique originale. No ano seguinte, colabora novamente com o realizador Tony Gatlif na longa-metragem Ange com Arthur H., que estreou no Festival de Cannes em 2025.
Além das suas atividades artísticas, Delphine Mantoulet participou como profissional em várias comissões do CNC na área da música original e da diversidade. Em 2025, foi convidada a integrar o corpo docente da nova École Internationale de Composition de Musique à l'Image (EICMI).


Pierre Ruscher
Pierre Ruscher é um compositor francês, autor de várias composições e orquestrações para diversos conjuntos, entre os quais a Orchestre National de Cannes, a Opéra de Lausanne, a Opéra de Nice e a Opéra National du Rhin. Iniciou os seus estudos musicais com solfejo e guitarra, antes de se dedicar à composição, que estudou durante quatro anos sob a orientação de um discípulo de Olivier Messiaen. À sua primeira sinfonia L'illusoire des sens segue-se Traversée, uma peça para orquestra criada no âmbito do Concours international de Besançon.
O seu longo percurso profissional abrange diversas obras orquestrais, como Triangle, uma peça com percussão, harpas e violoncelo a solo, encomendada pela Orquestra Filarmónica de Nice; o arranjo e reorquestração da ópera Hänsel et Gretel, de Engelbert Humperdinck; Geyser, uma peça para grande orquestra na Opéra de Nice; e L’âme et l’époux, uma cantata que reúne coro e orquestra, feita no âmbito do Festival de Música Sacra de Nice.
Paralelamente às suas criações dedicadas às formações clássicas, Pierre Ruscher cria várias peças para orquestra de percussão, entre elas uma adaptação do concerto para a mão esquerda de Maurice Ravel para um conjunto de percussão e piano e a orquestração de Tableaux d’une exposition, de Moussorgski, para a Orchestre National de Cannes e um conjunto de percussão. Mais recentemente, regressa à composição pura com o duplo concerto para piano e percussão Les carillons du temps. Segue-se uma encomenda da Orquestra de Nice, Citius Altius Fortus, e um oratório a estrear em 2026.
É também professor de composição e orquestração no Mestrado Creative Music and Sound Design for Visual Media Scoring da Universidade de Nice Côte d'Azur.


Renaud Barbier
Renaud Barbier é um compositor francês que escreveu mais de cinquenta bandas sonoras para filmes, telefilmes, séries de televisão e documentários.
Após dez anos de formação em piano clássico, estudou jazz no Centre Musical Créatif, em Nancy. Depois de tocar em grupos de jazz e músicas do mundo, entra para a Berklee College of Music em Boston (Estados Unidos) para estudar música para cinema, composição sinfónica, arranjos para big band e piano jazz. Gravou várias obras originais, incluindo a música para o ballet Trois Profils Pour Une Danse, pela qual recebeu uma bolsa da Fundação Marcel Bleustein-Blanchet. O seu talento foi reconhecido com vários prémios internacionais, incluindo o Prémio George Delerue pela música da curta-metragem A Christmas Gift. Em 1999, é contratado para compor uma obra orquestral comemorativa do 26º centenário da cidade de Marselha, «La fabuleuse histoire de Marseille...».
Nos anos seguintes, Renaud Barbier inicia uma fértil colaboração artística com o seu irmão, o realizador Éric Barbier: primeiro compõe a banda sonora do filme Toreros, em 2000, seguido das longas-metragens Le Serpent (2007), Le Dernier Diamant (2014), La Promesse de l'aube (2017) com Charlotte Gainsbourg e Pierre Niney, e a adaptação do romance de Gaël Faye, Petit Pays (2020).
Ao mesmo tempo, também colabora como compositor em vários filmes, incluindo: Le tueur de Montmartre (filme de animação, 2007) realizado por Borislav Sajtinac, que ganhou vários prémios internacionais importantes, a longa-metragem mexicana Mejor es que Gabriela no se muera (comédia negra, 2007) de Sergio Umansky Brener, que ganhou o Best First Film award no Cinequest San Jose International Film Festival, Brassens, la mauvaise réputation (filme biográfico, 2011), realizado por Gérard Marx, e Quand Homo Sapiens faisait son cinéma (documentário, 2015), que recebeu vários prémios.
Renaud Barbier também compôs várias bandas sonoras para documentários da Arte e da France Télévisions, incluindo: Vauban, la sueur épargne le sang (2010), Hasekura, un samouraï au Vatican (2018), L'invention du luxe à la française (2020) e Tour Eiffel, le rêve d'un visionnaire (2023).


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