JÚRI 2026 - PROJETOS DE ESCRITA CINEMATOGRÁFICA
Conheça o júri encarregado de selecionar as candidaturas de argumento para a CASA CINE 2026!
2/13/2026
A SERENA Productions e a La Napoule Art Foundation têm o prazer de anunciar os profissionais que compõem o Júri de Autores para a próxima edição do CASA CINE, que decorrerá de 6 a 29 de maio de 2026 no Château de la Napoule.
O júri reúne profissionais reconhecidos da indústria, com percursos ricos e complementares no domínio da criação cinematográfica. Cada membro contribuirá com a precisão do seu olhar e da sua experiência para o exigente processo de seleção dos projetos que participarão na próxima residência da CASA CINE.
Um grande obrigado aos membros do júri pelo seu empenho em apoiar o trabalho destes cineastas na delicada e desafiante passagem para a longa-metragem!
Raja Amari
Raja Amari é uma argumentista e realizadora tunisina formada pela La Fémis.
A sua primeira longa-metragem, Satin Rouge (2002), estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim, e veio a conquistar vários prémios e um amplo reconhecimento do público e da imprensa.
A sua segunda longa-metragem, Les Secrets (2009), foi apresentada na Seleção Oficial do Festival Internacional de Cinema de Veneza e exibida no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, tendo recebido numerosos prémios em festivais internacionais.
Em 2014, realizou o filme Un Printemps Tunisien para o canal Arte. A sua terceira longa-metragem para o cinema, Corps Étranger (2016), teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e foi igualmente selecionada para o Festival Internacional de Cinema de Berlim.
Os seus documentários também tiveram uma ampla circulação em festivais — entre os quais o IDFA, o CPH:DOX e o Festival International de Films de Femmes de Créteil — e o seu documentário Ghofrane et les promesses du printemps foi distinguido com uma Étoile de la SCAM.
A cineasta investe igualmente na formação e na divulgação. Foi palestrante e membro de júri na La Fémis, bem como mentora no Feature Script Lab do Doha Film Institute. Integrou várias comissões do CNC e presidiu à comissão de apoio após realização para curtas-metragens. Foi igualmente convidada a presidir o programa de Apoio à Criação da Fondation Gan pour le Cinéma. Desde 2019, é membro da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas, responsável pela votação dos Óscares.
Raja Amari participou também nos júris de grandes festivais internacionais, entre os quais os de Veneza e Locarno.


Mary-Lyn Chambers
Mary-Lyn Chambers é uma argumentista e realizadora que vive em Tāmaki Makaurau. Nascida nas Ilhas Fiji e criada em Nauru e na Nova Zelândia, ela tece narrativas que exploram questões de desigualdade, interseccionalidade cultural e identidade.
Nos últimos anos, Mary-Lyn Chambers foi selecionada para fazer parte do Sony Pictures Television Diverse Directors Programme, do Film Independent, da Alliance of Women Directors, da Residência Internacional da La Napoule Art Foundation e do DEGANZ Female Incubator, tornando-se uma figura reconhecida na indústria cinematográfica.
O seu último projeto, Karanga, criado em colaboração com a coreógrafa maori Merenia Gray, estreou no Māoriland e abriu o Melbourne Women in Film Festival.
Mary-Lyn Chambers está atualmente a desenvolver dois projetos: um drama policial histórico sobre mulheres em Tijuana na década de 1920 e um mistério histórico que se passa durante a digressão dos Springboks na Nova Zelândia em 1981. O seu trabalho teve uma vasta circulação internacional e recebeu vários prémios por escrita e realização.
Os filmes e pilotos de Mary-Lyn Chambers foram apresentados em centenas de festivais, incluindo o Slamdance e o HollyShorts. Ela ganhou vários prémios, incluindo o de melhor piloto de televisão no Downtown Los Angeles Film Festival, o de melhor realização no HollyShorts, o de melhor curta-metragem internacional em Manchester e melhor argumento em Largo. Diversity in Cannes nomeou-a como uma das 10 realizadoras a seguir.
Mary-Lyn Chambers também trabalhou para grandes festivais internacionais de cinema (entre os quais o LA Film Festival e o Doha Tribeca Film Festival) e fez parte de várias organizações responsáveis pela atribuição de prémios, como os Spirit Awards. É uma defensora da democratização das indústrias criativas e da justiça, inclusão e igualdade na indústria cinematográfica.


Pierre Pinaud
Pierre Pinaud estudou na École Nationale Supérieure Louis Lumière.
Em 2000, Gelée Précoce, a sua primeira curta-metragem, foi selecionada para vários festivais em França e no estrangeiro e recebeu 17 prémios. Este primeiro grande sucesso valeu-lhe a seleção para os «Jeunes Talents Cannes» pelo Festival de Cannes.
Mais tarde, pierre Pinaud veio a realizar duas médias-metragens: Submersible, em 2004, e Les Miettes, em 2008. Esta obra, uma homenagem ao cinema burlesco, recebeu inúmeros prémios, sendo distinguida com o Lutin de Melhor Filme, o César de Melhor Curta-Metragem em 2009 e o Prémio do Sindicato da Crítica.
Parlez-moi de vous, a sua primeira longa-metragem com Karin Viard e Nicolas Duvauchelle, produzida pela Estrella Productions e distribuída pela Diaphana, ficou em primeiro lugar entre as primeiras longas-metragens independentes nas bilheteiras de 2012.
La Fine fleur, a sua segunda longa-metragem, com Catherine Frot, Vincent Dedienne e a revelação Melan Omerta, entre outros, recebeu o Prémio Coup de Cœur do Público e foi distribuída em mais de 45 países. Integra o top 10 dos filmes franceses no estrangeiro em 2021.
Enquanto cineasta, Pierre Pinaud está igualmente muito ligado à educação: leciona escrita de argumento e realização na Satis, escola pública superior de cinema da Universidade de Aix-Marseille.
Está atualmente a desenvolver a sua terceira longa-metragem, Une Mission essentielle, produzida pela Easy Tiger.


Dominique Hoff
Dominique Hoff trabalha há mais de trinta e cinco anos no mundo do cinema, especialmente em direção artística e gestão cultural de projetos emblemáticos, tanto em França como no estrangeiro.
Depois de ter dirigido uma galeria em Londres e se ter dedicado à promoção de artistas plásticos, o seu encontro com o crítico americano Roger Ebert marcou uma viragem decisiva na sua relação com o cinema, levando-a a colaborar em inúmeras entrevistas realizadas durante os festivais de Cannes, Nova Iorque, Telluride, Toronto e Montreal. Em 1996, participou na criação do Ciné Lumière, uma sala de cinema de autor que se tornou uma referência a nível europeu, e assumiu a direção da programação, recebendo anualmente inúmeras personalidades francesas e europeias.
Em 2001, juntou-se à Fundação Gan para o cinema como Delegada geral adjunta, antes de se tornar Delegada geral em 2014. Desde então, é responsável pela direção dos programas de apoio à criação e pela concessão de prémios à distribuição no âmbito de festivais parceiros. Sob a sua liderança, a Fundação Gan tem-se afirmado como grande mecenas da Cinémathèque Française.
Desde 2014, as escolhas da Fundação têm sido galardoadas com vários prémios, incluindo um Óscar (Flow ganhou o prémio de melhor longa-metragem de animação em 2025), vinte e cinco prémios em Cannes — uma Palma de Ouro (Titane, em 2021), um Grande Prémio (All We Imagine As Light, em 2024) e uma Câmera de Ouro (Divines, em 2016) —, quinze César (como O Pequeno Fazendeiro, em 2018 e Linda Veut du Poulet, en 2024) e mais de setecentos prémios em França e no estrangeiro.


Anna Glogowski
Anna Glogowski nasceu no Brasil e iniciou a sua carreira na investigação e no ensino da sociologia, tendo depois passado a ocupar o cargo de diretora de documentários no Canal+, em França. Foi conselheira de programação na France Télévisions e programadora de diversos festivais, entre os quais Paris Cinéma, La Cita, e Doclisboa.
Em seguida, tornou-se consultora internacional no âmbito do desenvolvimento de projetos de cinema documental, como Cannes Docs, ADDOC, e Agora Docs Thessaloniki. Fez parte de várias comissões de financiamento do Centro Nacional de Cinema (CNC) francês, tal como Aide au Court-Métrage, Fonds bilatéral d’aide à la coproduction d’œuvres cinématographiques franco-portugaises e Aide aux Cinémas du Monde.
Foi membro do júri de diversos festivais, entre os quais DOK LEIPZIG, Visions du Réel, IDFA, CPH:Dox, festival de Roma, CINEMED, e Trieste Film Festival. Integra, desde 2003, o comité de seleção do festival E Tudo Verdade, no Brasil, e, desde 2019, do festival FIPADOC, em Biarritz.


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