MENTORES CASA CINE 2026
Conheça os profissionais do cinema que acompanharão os argumentistas e compositores da CASA CINE 2026!
4/23/2026
Uma nova edição da residência CASA CINE terá início no próximo mês no Château de la Napoule e, como sempre, contará com a presença de um conjunto de reconhecidos e experientes profissionais de cinema. Neste cenário inspirador, irão partilhar o quotidiano com os residentes, oferecendo orientação e mentoria através de acompanhamento individual e sessões de grupo colaborativas.
Em 2026, o cineasta cubano Fernando Pérez regressa como mentor à residência, acompanhado, pela primeira vez, pelo realizador português Pedro Pinho. Juntos, irão trabalhar em estreita colaboração com os autores selecionados, oferecendo os seus conhecimentos e experiência ao longo do desenvolvimento dos projetos de argumento. Este ano assinala também a introdução de um acompanhamento dedicado especialmente aos compositores residentes, através de sessões de mentoria individuais conduzidas pela compositora francesa Delphine Mantoulet, reforçando ainda mais o diálogo entre música e imagem no âmbito do processo criativo. Todos os participantes beneficiarão ainda de sessões de preparação para o pitch orientadas por Anna Glogowski, que os apoiará na estruturação e apresentação dos seus projetos a profissionais da indústria.
Ao longo da residência, cada mentor traz uma perspetiva e uma prática distintas, contribuindo para um espaço comum de partilha, diálogo crítico e desenvolvimento artístico. Descubra mais sobre cada um deles abaixo!
Fernando Pérez
Fernando Pérez é um cineasta cubano, escritor e crítico de cinema. Estudou Língua e Literatura Espanhola na Universidade de Havana, antes de iniciar a sua carreira no cinema, primeiro como assistente de produção e, de seguida, como assistente de realização de Tomas Gutiérrez Alea e Manuel Octavio Gomez.
No início da sua carreira, realizou vários documentários que ganharam prémios em numerosos festivais, e trabalhou sob a direcção de Santiago Alvarez no departamento de notícias do ICAIC. Escreveu o livro Corresponsales de Guerra, que recebeu o Prémio Casa de las América, e lecionou ainda em cursos de Crítica e História do Cinema na Universidade de Havana e na Escola Internacional de Cinema de San Antonio de los Baños.
Em 1987, lançou a sua primeira longa-metragem de ficção, Clandestinos. No entanto, foi em 1994, com Madagascar, o filme que explora as complexidades da sociedade cubana na era pós-revolucionária, que Fernando Pérez foi catapultado para o reconhecimento internacional.
Os seus filmes, nomeadamente La Vida es Silbar (1998) e Suite Habana (2003), são conhecidos pela beleza lírica, pela mestria meticulosa e por uma inesperada melancolia. Ao longo da sua carreira recebeu inúmeros prémios internacionais, tendo-lhe sido atribuído o Premio Nacional de Cine em 2007.
Nos últimos anos, Pérez tem realizado filmes que mergulham nos meandros da sociedade cubana, como Madrigal e Últimos Días en La Habana.
A sua obra mais recente, El Mundo de Nelsito, é um melodrama com sugestões de humor negro que retrata o mundo onírico de um adolescente autista, e teve estreia europeia no Festival de Málaga em 2023.


Pedro Pinho
Pedro Pinho é um realizador, produtor e argumentista português. Fortemente marcada pelo cinema documental, a sua obra é conhecida por explorar temas políticos, sociais e pós-coloniais. Defende um cinema socialmente consciente no âmbito do coletivo de produção cinematográfica Terratreme - uma das produtoras mais relevantes em Portugal - onde trabalha como realizador, argumentista e produtor. Desempenha um papel central no coletivo e, nos últimos anos, tem contribuído de forma significativa para a produção e afirmação de uma nova geração de cineastas no panorama português.
Estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na ENS – Louis Lumière, em Paris. A sua primeira longa-metragem documental, Bab Sebta (2008), co-realizada com Frederico Lobo, estreou no FID Marseille, onde recebeu o prémio Marseille Espérance. Foi também distinguida com o prémio de Melhor Filme no DocLisboa e no Forum Doc BH (Brasil). O Fim do Mundo (2013), a sua primeira obra de ficção de média-metragem, foi apresentada na Berlinale, no IndieLisboa e no Festival do Rio, entre outros.
Em 2014, co-realizou o documentário As Cidades e as Trocas, com Luísa Homem, exibido no FID Marseille e no DocLisboa. Em 2017, realizou a sua primeira longa-metragem de ficção, A Fábrica de Nada, que estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, onde recebeu o prémio FIPRESCI. O filme foi exibido em numerosos festivais de renome internacional, somando mais de 20 prémios e distinções, e distribuído comercialmente em 12 países da Europa, Ásia e América do Sul.
A sua mais recente longa-metragem, O Riso e a Faca (2025), estreou na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, onde valeu à atriz Cléo Diára o prémio de Melhor Atriz, tendo sido apresentada em mais de 30 festivais em todo o mundo.


Delphine Mantoulet
Delphine Mantoulet é compositora de música para cinema e produtora. Pianista de formação clássica, interessa-se principalmente pela música rock e eletrónica. Começou a sua carreira como produtora em Londres, na Swan Island Music, uma editora discográfica eletrónica underground, antes de se juntar à Warner Bros Music Studio em Paris e, posteriormente, à Naïve Records.
Foi quando conheceu o realizador Tony Gatlif no filme Exils, em 2004, que começou a sua carreira como compositora e se apaixonou pelas músicas do mundo e pela música para cinema. Foi o início de uma parceria artística singular e fértil. Seguiram-se várias colaborações artísticas nos filmes de Tony Gatlif: Transylvania, Liberdade, Indignados e Geronimo. Foi nomeada duas vezes para o César na categoria de Melhor Banda Sonora Original (Exils, 2004; Liberdade, 2009) e recebeu inúmeras distinções, entre as quais o prémio de Melhor Banda Sonora Original pela canção Les Bohémiens, interpretada por Catherine Ringer no filme Liberdade, atribuído pela Chambre Syndicale de l'Édition Musicale. Em 2017, volta a trabalhar com Tony Gatlif e compõe, entre flamenco, rock e música cigana, ao lado de Karoline Rose Sun, Nicolas Reyes e Manero, a banda sonora do filme Tom Medina, que estreou na seleção oficial do Festival de Cannes em 2021. No mesmo ano, é nomeada Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres.
É convidada a compor a banda sonora do filme de Asli Özarslan, Elbow, apresentado em 2024 em estreia na Berlinale e no Festival Music & Cinema de Marselha, onde Delphine Mantoulet ganha o Grand Prix de la meilleure musique originale. No ano seguinte, colabora novamente com o realizador Tony Gatlif na longa-metragem Ange com Arthur H., que estreou no Festival de Cannes em 2025.
Além das suas atividades artísticas, Delphine Mantoulet participou como profissional em várias comissões do CNC na área da música original e da diversidade. Em 2025, foi convidada a integrar o corpo docente da nova École Internationale de Composition de Musique à l'Image (EICMI).


Anna Glogowski
Anna Glogowski nasceu no Brasil e iniciou a sua carreira na investigação e no ensino da sociologia, tendo depois passado a ocupar o cargo de diretora de documentários no Canal+, em França. Foi conselheira de programação na France Télévisions e programadora de diversos festivais, entre os quais Paris Cinéma, La Cita, e Doclisboa.
Em seguida, tornou-se consultora internacional no âmbito do desenvolvimento de projetos de cinema documental, como Cannes Docs, ADDOC, e Agora Docs Thessaloniki. Fez parte de várias comissões de financiamento do Centro Nacional de Cinema (CNC) francês, tal como Aide au Court-Métrage, Fonds bilatéral d’aide à la coproduction d’œuvres cinématographiques franco-portugaises e Aide aux Cinémas du Monde.
Foi membro do júri de diversos festivais, entre os quais DOK LEIPZIG, Visions du Réel, IDFA, CPH:Dox, festival de Roma, CINEMED, e Trieste Film Festival. Integra, desde 2003, o comité de seleção do festival É Tudo Verdade, no Brasil, e, desde 2019, do festival FIPADOC, em Biarritz.


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